domingo, 8 de junho de 2008

Teoria da Conspiração by Alexandre Thiollier

Alexandre Thiollier é um famoso advogado em São Paulo. Conhecido não só por sua capacidade intelectual, como também (e principalmente!) pela irreverência, combatividade, etc. Tenho dois amigos que trabalham com ele. Vira e mexe, escuto histórias hilárias e pitorescas deste causídico. Não pra menos, veja o comentário que ele publicou recentemente no diário Migalhas, voltado à comunidade jurídica nacional, acerca do "estouro" de uma rede de pedofilia que atuava em todo o país. O Tenente da Polícia Militar que atendeu à ocorrência do caso "Isabela Nardoni" era um dos alvos dos mandados de prisão expedidos e, ao perceber o cerco à sua casa, suicidou-se com um tiro na testa, bem em frente aos policiais!

Migalhas dos leitores - Caso Isabella
"Morte solitária do direito de defesa. Lá se vai um par de meses. Um pai grita, implora a imediata interdição de todo um edifício, para que se procurasse, em apartamentos, suposto assassino de sua filha. Jogada do sexto andar, a menina repousava solitariamente morta ao chão. O país se chocava, chorava. O pai desesperava-se. Pedia ao Tenente na chefia da operação, que há pouco chegara a pé ao local, interditasse todo o prédio. Procurasse o 'alguém', ou que ao menos tentasse procurar, ao menos... O oficial nega-lhe o direito. Esse mesmo Tenente se suicida, dias atrás, após ser acusado de participar de uma rede de pedofilia. Mata-se por fazer mulheres de crianças. Será que num daqueles apartamentos, não investigados, poderia existir um aparelho, uma célula pedófila ? Por que não se determinou o arrombamento de todos os apartamentos do edifício London ? Coincidências tristes, para todos que não aceitam ser guiados por uma investigação que nunca quis nada investigar. Direcionada pela 'otoridade' televisiva, o inquérito visou, ao que parece, apenas provar a tese de uma delegada que, à primeira hora, sem nada saber, já decretava, aos berros, ser o pai o assassino. Enquanto isso, a mídia podre, asquerosamente fétida, vendia horários, anúncios, e o país tal qual manada dizia amém. Amem o direito de defesa, mesmo porque esse amor legitimaria até a eventual condenação do dito pai homicida."
Alexandre Thiollier - escritório Thiollier e Advogados

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