domingo, 11 de janeiro de 2009

Livro - Hamlet, Poema Ilimitado (Harold Bloom)

Vejam só que interessante: semanas atrás comentei aqui sobre a peça Hamlet que assisti no Teatro FAAP. Fiz uma pseudo-análise sociológica/filosófica da peça, fazendo referências ao clássico "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" de Max Weber.

Pois bem, acabei de ler o excelente livro do crítico inglês Harold Bloom (Hamlet, Poema Ilimitado. Editora Objetiva. R$ 48,90). E não é que a minha análise está de, certa forma, de acordo com o que ele pensa (não sou megalomaníaco de dizer que ele é quem concorda comigo! hehehe)?

O melhor do livro foi ter me dado a certeza de que é perda de tempo tentar esmiuçar Hamlet. Creio que Shakespeare atingiu nesta obra o seu apogeu. Construiu um personagem que adquiriu vida própria, ultrapassou seu criador e cada vez que tentamos quebra-lo em partes para entendê-lo, o traquino "supera, de modo sublime, a soma das partes".



Enfim, li uma vez, nao lembro aonde, uma frase definitiva:

Deus não é complexo.

Complexo é Shakespeare.

Deus é só complicado.

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